A dura realidade é que a sorte não dura para sempre. Perder para o adversário teoricamente mais forte do grupo não é trágico, perder 3 pontos e ficar a um do segundo classificado a quatro jogos do fim é aceitável, mas sofrer quatro golos (3 de bola parada), falhar tanto no meio campo e ser tão passivo no ataque deve ser um forte alerta para o que aí vem de champions e campeonato.
Levar o jogo pelas faixas é normalmente bom, mas meter os extremos no meio e os laterais a fazer de extremos sempre na mesma jogada, sempre da mesma forma, é previsível e fácil de anular. E expõe o meio campo e a defesa.
Individualmente, tanto Grimaldo (que se agarra demasiado à bola!!!) e Semedo cumpriram o que lhes foi pedido, mas não desequilibraram. No meio Almeida e Fejsa não constroem, e tanto Pizzi como Horta foram insuficientes na qualidade e acerto do passe. Carrillo mandou fora uma excelente oportunidade num grande palco, também por culpa de Rui Vitória que não o deixa jogar a extremo direito, insistindo em invenções. Nota mais para Guedes e Salvio, que entraram bem e nota menos para Carrillo e para o grande Júlio César, que teve a sua primeira noite não vestido de vermelho.
A arbitragem decidiu bem os lances importantes e não há nada a assinalar, a não ser desejar-lhe dois meses de diarreia pelo que nos fez contra o Sevilha.
Venha o Feirense, que também vale três pontos, e venham os lesionados, especialmente Danilo, que muito anseio possa trazer o equilíbrio ao meio campo.
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